10 de mai. de 2010

Comunicado Urgente Sobre a Reposição da Greve


O CRE do dia 07- 05-10 aprovou que os professores devem repor as aulas da greve.
A Oposição Alternativa e outros setores de oposição votaram contra , defendendo que a reposição só deveria ser feita mediante garantia do governo da retirada das faltas do prontuário. Fomos vencidos.
Nossa opinião é que os professores devem se reunir em suas escolas, debater esse tema e encontrar a melhor solução para o grupo. Esse posicionamento deve ser encaminhado para o Conselho de escola e por ele referendado.
Fonte: Comunicado APEOESP Subsede Sul - Santo Amaro

5 de mai. de 2010

Por uma escola pública e de qualidade: nossas propostas


Concepção de a escola:
Defendemos a escola de tempo integral, a combinação entre o ensino propedêutico e o ensino prático. Que o princípio educativo seja o trabalho (principal relação entre a sociedade e a natureza). E que sua principal função seja a construção da consciência de classe, e sua conclusão mais importante seja a constatação dos interesses irreconciliáveis entre a classe dominante (burguesia) e a classe dominada (trabalhadores). Educar para a cidadania é um engodo, pois ela desde os tempos da antiguidade é um conceito excludente (na Grécia antiga - Atenas, o cidadão era apenas o homem grego: escravos, mulheres e estrangeiros não eram cidadãos). Portanto, para a burguesia, cidadania significa consumidor. Para tanto essa escola deve ser pública-estatal laica, propiciadora da construção/apropriação do conhecimento e um dos instrumentos de construção do socialismo. A luta por ela implica na unidade das lutas sindical e educacional; é impossível que ela tenha qualidade sem o atendimento das nossas reivindicações salariais e funcionais; é uma utopia reacionária pensar em melhorar o ensino sem melhorar as condições de trabalho;

Gestão Escolas:
A direção de escola deve ser eleita pelo voto direto e secreto, com mandato de dois anos, revogável. Defendemos a eleição dos coordenadores pelos Conselhos de Escolas. Conselhos de Escola paritários e deliberativos em conjunto com a organização de grêmios livres, que teriam assento nesses Conselho de Escolas;

Financiamento:
Queremos também uma pretensa melhoria das verbas para a educação. Defendemos a imediata aplicação de 10% do PIB rumo aos 15%. Exigimos uma Petrobrás 100% estatal, com toda sua arrecadação voltada para as áreas sociais, garantindo 15% do PIB para a educação. Somos contra a política de fundos, portanto contra o Fundeb. Verbas públicas apenas para as escolas públicas e diretamente para a Unidade Escolar.

Plano de Carreira:
Defendemos um sistema de carreira única e aberta, com reajustes lineares e evolução funcional por tempo de serviço e titulação, sem prazo de interstício Escala de vencimento único para os trabalhadores em educação e sem limite de evolução dentro da escala, evolução funcional baseada no tempo de serviço e formação profissional, contra a avaliação de desempenho. Estabilidade para todos os OFA's (Ocupantes de Função Atividade) e concurso público classificatório para os novos ingressantes.
Defendemos o piso do DIEESE por 20 h/aula, incorporação dos abonos e gratificações com extensão aos aposentados, reposição das perdas salariais, fim da promoção automática e redução do número de alunos por sala, 1/3 de hora-atividade rumo aos 50%, reequipamento de todas as escolas e melhoria da infra-estrutura didático pedagógica, etc.
Defendemos jornada de 20h/aula de 45min sendo 5h de HTPC's e 5h em local de livre escolha. Número máximo de alunos por sala de aula de 15 para Ensino Fundamental Ciclo I, 20 para o Ciclo 11 e 25 para Ensino Médio. Somos contra a LC 1094/2009, que impõe as jornadas de 12h e 40h, com salário proporcional. Exigência de imediata implementação da jornada com 1/3 de hora atividade (lei do piso nacional), rumo aos 50% de hora atividade. Reajustes lineares para a categoria, incorporação e extensão aos aposentados de todas as gratificações, pagamento automático de todos os benefícios e progressões.
Somos contra a política de gratificações e bonificações, inclusive as oriundas de avaliações de desempenho de professores e alunos.

Avaliação:
Defendemos que as avaliações a devem ser diagnostica, do processo ensino-aprendizagem e não dos agentes (professores e alunos) e estar a serviço de uma política educacional de total autonomia escolar, em função da classe trabalhadora A avaliação educacional e da aprendizagem deve ser um processo de ruptura e continuidade feita pelo conjunto da comunidade escolar. Somos contra a inspeção escolar, defendemos a autonomia didática, pedagógica e administrativa Currículo: Para nós, os programas e as grades curriculares devem ser abertos, elaborados democraticamente e com ampla liberdade de cátedra. Defendemos também a obrigatoriedade de todos os níveis da educação básica, do ensino infantil ao ensino médio.
Somos contra a inspeção escolar, defendemos a autonomia didática, pedagógica e administrativa Currículo: Para nós, os programas e as grades curriculares devem ser abertos, elaborados democraticamente e com ampla liberdade de cátedra. Defendemos também a obrigatoriedade de todos os níveis da educação básica, do ensino infantil ao ensino médio. Defendemos o fim do vestibular e o livre acesso a todos os que queiram entrar nas universidades públicas

Formação dos Professores:
Defendemos a formação permanente dos professores nas universidades públicas, afastamento remunerado durante três meses a cada dois anos para cursos (atualização, aperfeiçoamento e especialização) e com vencimentos integrais para mestrado e doutorado.

Fonte: Informativo "Leitura de Classe" - APEOESP Santo Amaro (out/nov de 2009).

Comunicado Conjunto CENP/COGSP/CEI/DRHU DE 03/05/2010 - Publicado em 04/05/2010



Procedimentos referentes à reposição de aulas relativa ao período de 05 de março a 08 de abril de 2.010
A Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas, os Coordenadores de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo e do Interior e o Diretor do Departamento de Recursos Humanos - DRHU, à vista dos procedimentos referentes à reposição de aulas relativa ao período de 05 de março a 08 de abril de 2.010, objeto da
Instrução Conjunta CENP/COGSP/CEI/DRHU de 26/04/2010, comunicam:
I - o Plano de Reposição de aulas a ser elaborado pela unidade escolar deverá ser encaminhado à Diretoria de Ensino para sua devida homologação, instruído com o cronograma, onde deverá constar o dia de início a se efetivar em maio, bem como o dia/mês de término, considerando o encerramento do ano letivo previsto no calendário escolar e assegurando sempre a efetiva participação do aluno.
II - o docente que no período de 05/03 a 08/04/2010, tenha apresentado falta descontável em seus vencimentos, não está obrigado a efetuar a reposição, mas, se o pretender, terá prioridade na compensação financeira do desconto das respectivas aulas.
III - o docente a que se refere o inciso anterior e que teve suas aulas no referido período ministradas por professor eventual, poderá efetuar compensação financeira de suas faltas descontadas, em substituição a impedimentos eventuais de outro docente.
IV – o disposto nos incisos anteriores poderá ser igualmente aplicado mesmo que o docente tenha sido posteriormente designado para exercer função diversa, desde que se encontre em exercício na Secretaria da Educação.
V - Encerrado o ano letivo de 2010, ficam extintas as possibilidades de compensação financeira nos termos deste comunicado.


Comunicado Conjunto CENP - Reposição de Aulas (22) 05.05

Comunicado Conjunto CENP - Reposição de Aulas (23) 05.05

Os capitalistas fizeram a festa e nos MANDARAM A CONTA...

Eles fizeram a festa e agora nos apresentam a con­ta. Diante da crise mundial da economia capitalista, que começou no final de 2008 e se prolonga até hoje no mundo inteiro, os governos do países ricos torraram mais de 24 trilhões de dólares ajudando os grandes grupos econômicos; no Brasil o gover­no Lula gastou mais de 240 bilhões de dólares em subsídios, isenções fiscais e empréstimos diretos e a fundo perdido para os grandes empresários – isto tem retardado de forma artificial os efeitos da crise no país, uma vez que a mesma tem se agravado nas economias centrais do capitalismo (EUA, Japão e Europa).
O governo Serra em São Paulo não quis ficar para trás, de uma só tacada deu 4 bilhões de reais de subsídios às montadoras sediadas no esta­do; leia-se Ford, GM e Volkswagen – o equivalente a suspeitíssima venda do banco Nossa Caixa ao go­verno federal.
Como prova de que a crise não acabou os gover­nos federal e estadual, juntamente com empresá­rios, estão apresentando a fatura aos trabalhadores, funcionários públicos em particular; querem que nós pa­guemos a conta desta gastança.
Serra/Goldman/Paulo Renato nos condena ao congela­mento eterno de salários com a promoção por mérito na carreira, reajuste salarial somente para os 20%, no máxi­mo, que forem aprovados nos “vestibulares” a cada três anos e a todas as formas de assédio moral com a avaliação de desempenho prevista nas “Dez Metas”.
Lula/Haddad fazem o mesmo no governo federal con­tra o funcionalismo; foi apresentado ao congresso o PLP 549/2009, Projeto de lei Complementar de autoria do exe­cutivo, que permite o congelamento dos investimentos pú­blicos e dos salários de todo o funcionalismo federal por dez anos. Junto com isso, o decreto 6094/2007, assinado pelo presidente da república, prevê avaliação de desem­penho e meritocracia para os profissionais da educação. Outro decreto, 7133/2010, também assinado pela presi­dência da república, estende a política de meritocracia/gratificações de desempenho e avaliação a todos os fun­cionários públicos federais.
Como os fatos provam, apesar de todas as tentativas do bloco majoritário da APEOESP (artsind e artnova/CUT, CTB) de esconder isto a sete chaves dos professores du­rante nossa greve, as políticas educacionais de Serra/Paulo Renato e Lula/Haddad são idênticas.

Fonte: Informativo Oposição Alternativa APEOESP Abril/Maio - 2010

4 de mai. de 2010

Paulo Renato e seus convênios:A farra dos empresários com o dinheiro público

Através de vários convênios com empresas privadas sem licitação, a secretaria da educação, na gestão de Paulo Re­nato encheu o bolso dos empresários, gastando mais de 240 milhões de reais; dinheiro suficiente para atender nos­sas reivindicações salariais ou construir 93 novas escolas.


Veja alguns exemplos desses absurdos:

  • Propagandas/pesquisas: R$26.050.450,00 (valor par­cial)
  • Publicações pedagógicas (Editora Abril, Globo, Folha, Estadão etc.): R$75.913.495,60 (valor parcial)
  • Teleatendimento da FDE, pela Call Tecnologia e Serviços: R$3.984.000,00
  • 463.088 livros Memórias Inventadas, de Manoel de Barros, impróprio aos alunos! (o livro do “não ame, estu­pre“): R$2.315.440,00
  • 50.628 mapas-múndi com erros, da Brink Mobil (o mapa com dois Paraguais e sem Uruguai e Equador):
    R$4.774.960,20
  • Agências de propaganda e as­sessoria de imprensa: R$111.400.000,00
  • E ainda quer tercei­rizar o ensino de LEM (inglês e espanhol) para escolas privadas de linguas.

Fonte: Informativo Oposição Alternativa APEOESP Abril/Maio - 2010.

3 de mai. de 2010

Orientação sobre a Reposição da Gripe Suína


No ano de 2009 tivemos repor aulas aos sábados, devido à gripe suína. Muitos professores receberam faltas. Sabemos que nossa jornada de trabalho é também regida por uma lei, mais especificamente a Lei Complementar 444/85 (Estatuto do Magistério), Artigos 27 e 28. Como a jornada de trabalho docente se esgota com as aulas regulares dadas durante a semana, não há qualquer fato que obrigue o docente a comparecer em seu local de trabalho durante os finais de semana, ou em outros períodos nos dias úteis.
Ora, somente esta razão seria suficiente para impedir que fosse consignada falta ao ora peticionário. Só haveria a obrigatoriedade da presença do docente na sua sede de exercício aos finais de semana, ou em outros períodos nos dias úteis para a prestação de serviço extraordinário, se regularmente convocado fosse, ou seja, se a autoridade competente para tal o convocasse, sendo certo que haveria a paga por serviço extraordinário.
Portanto quem repôs as aulas deverá receber por tais aulas e quem não compareceu não poderá lhe ser atribuído falta.
Diante disso podemos ingressar com uma ação judicial tanto para receber tais aulas como para ser retirado às supostas faltas.
Para tanto procurem o jurídico da APEOESP Santo Amaro ( Drª Patrícia) .
A seguir segue as petições que deverá ser protocolado na Escola.

Petição para receber os dias trabalhados;

Gripe Suína - Petição para receber os dias repostos

Petição para abonar os dias não trabalhados (retirar as faltas do prontuário)

Gripe Suína - Petição para abonar as faltas dos dias não repostos

Orientações sobre HTPC




O professor não deve ser prejudicado quanto ao horário de HTPC, com o argumento que esse horário é fechado e estabelecido anteriormente. O grupo , o coletivo dos professores, pode e deve participar dessa elaboração para que todos os professores sejam contemplados em suas necessidades.
Caso algum professor esteja tendo problemas que não foram resolvidos num acordo com o grupo e a direção, deve fazer um requerimento por escrito e aguardar a resposta também por escrito no prazo determinado no requerimento.
O requerimento deve ser dirigido à direção da escola, pedindo para rever o horário do HTPC, expor o motivo, sugerir o horário que precisa.
Caso tenha tido o argumento que a escola não pode mudar , pedir também que indique a lei que fundamenta esse argumento.
Esse requerimento deve ser feito em duas vias e protocolado na escola.
Segue modelo do requerimento:


Requerimento Padrão HTPC