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20 de mar. de 2011

Secretário Herman Voorwald, temos uma excelente proposta para uma Educação Pública e de Qualidade



Concepção de a escola:
Defendemos a escola de tempo integral, a combinação entre o ensino propedêutico e o ensino prático. Que o princípio educativo seja o trabalho (principal relação entre a sociedade e a natureza). E que sua principal função seja a construção da consciência de classe, e sua conclusão mais importante seja a constatação dos interesses irreconciliáveis entre a classe dominante (burguesia) e a classe dominada (trabalhadores). Educar para a cidadania é um engodo, pois ela desde os tempos da antiguidade é um conceito excludente. Para a burguesia, cidadania significa consumidor. Nossa escola deve ser pública-estatal, laica, propiciadora da construção/apropriação do conhecimento e um dos instrumentos de construção do socialismo. A luta por ela implica na unidade das lutas sindical e educacional; é impossível que ela tenha qualidade sem o atendimento das nossas reivindicações salariais e funcionais; é uma utopia reacionária pensar em melhorar o ensino sem melhorar as condições de trabalho;

Gestão Escolas:

A direção de escola deve ser eleita pelo voto direto e secreto, com mandato de dois anos, revogável. Defendemos a eleição dos coordenadores pelos Conselhos de Escolas. Conselhos de Escola paritários e deliberativos em conjunto com a organização de grêmios livres, que teriam assento nesses Conselhos de Escola;

Financiamento:

Queremos também uma pretensa melhoria das verbas para a educação. Defendemos a imediata aplicação de 10% do PIB rumo aos 15%. Exigimos uma Petrobrás 100% estatal, com toda sua arrecadação voltada para as áreas sociais, garantindo 15% do PIB para a educação. Somos contra a política de fundos, portanto contra o Fundeb e Fundef. Verbas públicas apenas para as escolas públicas e diretamente para a U. E.

Formação dos Professores:

Defendemos a formação permanente dos professores nas universidades públicas, afastamento remunerado durante três meses a cada dois anos para cursos (atualização, aperfeiçoamento e especialização) e com vencimentos integrais para mestrado e doutorado.

Currículo:

Para nós, os programas e as grades curriculares devem ser abertos, elaborados democraticamente e com ampla liberdade de cátedra. Defendemos também a obrigatoriedade de todos os níveis da educação básica, do ensino infantil ao ensino médio. Defendemos o fim do vestibular e o livre acesso a todos os que queiram entrar nas universidades públicas.

Plano de Carreira:

Defendemos um sistema de carreira único e aberto, com reajustes lineares e evolução funcional por tempo de serviço e titulação, sem prazo de interstício. Escala de vencimento único para os trabalhadores em educação e sem limite de evolução dentro da escala, evolução funcional baseada no tempo de serviço e formação profissional, contra a avaliação de desempenho. Estabilidade para todos os OFA's (Ocupantes de Função Atividade) e concurso público classificatório para os novos ingressantes. Defendemos o piso do DIEESE por 20 h/aula, incorporação dos abonos e gratificações com extensão aos aposentados, reposição das perdas salariais, fim da promoção automática e redução do número de alunos por sala, 1/3 de hora-atividade rumo aos 50%, reequipamento de todas as escolas e melhoria da infra-estrutura didático pedagógica. Defendemos jornada de 20h/aula de 45min sendo 5h de HTPC's e 5h em local de livre escolha. Número máximo de alunos por sala de aula de 15 para Ensino Fundamental Ciclo I, 20 para o Ciclo II e 25 para Ensino Médio. Somos contra a LC 1094/2009, que impõe as jornadas de 12h e 40h, com salário proporcional. Exigência de imediata implementação da jornada com 1/3 de hora atividade (lei do piso nacional), rumo aos 50% de hora atividade. Reajustes lineares para a categoria, incorporação e extensão aos aposentados de todas as gratificações, pagamento automático de todos os benefícios e progressões. Somos contra a política de gratificações e bonificações, inclusive as oriundas de avaliações de desempenho de professores e alunos.

Avaliação:

Defendemos que as avaliações a devem ser diagnóstica, do processo ensino-aprendizagem e não dos agentes (professores e alunos); devem estar a serviço de uma política educacional de total autonomia escolar, em função da classe trabalhadora A avaliação educacional e da aprendizagem deve ser um processo de ruptura e continuidade feita pelo conjunto da comunidade escolar. Somos contra a inspeção escolar, defendemos a autonomia didática, pedagógica e administrativa.

Fonte: Jornal Leitura de Classe - Publicação APEOESP Santo Amaro

Para maiores informações acesse: http://secretariacomunicacaosubsul.blogspot.com/
Ou envie-nos um e-mail para: secretaria.comunicacaosubsul@gmail.com

4 de mai. de 2010

Paulo Renato e seus convênios:A farra dos empresários com o dinheiro público

Através de vários convênios com empresas privadas sem licitação, a secretaria da educação, na gestão de Paulo Re­nato encheu o bolso dos empresários, gastando mais de 240 milhões de reais; dinheiro suficiente para atender nos­sas reivindicações salariais ou construir 93 novas escolas.


Veja alguns exemplos desses absurdos:

  • Propagandas/pesquisas: R$26.050.450,00 (valor par­cial)
  • Publicações pedagógicas (Editora Abril, Globo, Folha, Estadão etc.): R$75.913.495,60 (valor parcial)
  • Teleatendimento da FDE, pela Call Tecnologia e Serviços: R$3.984.000,00
  • 463.088 livros Memórias Inventadas, de Manoel de Barros, impróprio aos alunos! (o livro do “não ame, estu­pre“): R$2.315.440,00
  • 50.628 mapas-múndi com erros, da Brink Mobil (o mapa com dois Paraguais e sem Uruguai e Equador):
    R$4.774.960,20
  • Agências de propaganda e as­sessoria de imprensa: R$111.400.000,00
  • E ainda quer tercei­rizar o ensino de LEM (inglês e espanhol) para escolas privadas de linguas.

Fonte: Informativo Oposição Alternativa APEOESP Abril/Maio - 2010.