30 de abr. de 2010

Pagamento por serviços prestados


Pagamento por serviços prestados
Gilberto Dimensteim, colunista da Folha de São Paulo e comentarista da Rádio CBN, que se especializou em des­qualificar professor da escola pública, em particular no pe­ríodo da greve com textos ao estilo: “professores dão aula de baderna” e “uma greve contra os pobres”, mantêm uma ONG (Aprendiz do Futuro) que recebe vultosas quantias do erário público.
Segundo o Diário Oficial do Município, no ano de 2009, em convênio com a FUMCAD (Fundo Mu­nicipal de Defesa da Criança e do Adolescente) a ONG de Dimensteim recebeu 3.725.222,74 de reais para suas ati­vidades. O total de crianças e adolescentes atendidos foi de 1005, o que significou 3.706,00 reais per capita por alguns projetos. Em nossas escolas o gasto per capita em 2009 foi de 2.489,36 no Ensino Fundamental, ficando muito distante do recebido por Dimensteim.
Diante dos montantes apresentados não fica difícil saber por que este senhor se presta ao papel de desqualificador dos professores e da escola pública, defendendo todas as políticas apresentadas pelo governo, como as avaliações de mérito, a prova dos ofas, o bônus, assim como diz que “os professores são inassíduos e vagabundos”.
Fonte: Informatico Oposição Alternativa APEOESP Abril/Maio - 2010.

28 de abr. de 2010

"PDE de Lula" = "10 metas de Serra"

pde Serra/Lula
Fonte: Informativo Oposição Alternativa Apeoesp - 2009

Instruções sobre reposição de aulas (Instrução Conjunta Cenp/Cogsp/CEI/DRHU)


Conteúdo extraído, na íntegra e com fidelidade, do D. O. de 27/04/2010 - Seção I - Pág. 23
Instrução Conjunta Cenp/Cogsp/CEI/DRHU,de 26-4-2010

A Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas, os Coordenadores de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo e do Interior e o Diretor do Departamento de Recursos Humanos, visando a orientar as autoridades educacionais, professores, pais e comunidades escolar e local sobre a reposição de aulas relativa ao período de 5 de março a 8 de abril de 2010,baixam as seguintes instruções:
I – Cada unidade escolar deverá dimensionar as ausências ocorridas – número de dias e ou aulas não trabalhadas - e elaborar seu Plano de Reposição com início previsto para maio e término até ao final do mês de novembro de 2010.
II – para fins de reposição, poderão ser utilizados o contraturno, uma das semanas previstas para o período de recesso do mês de julho, os sábados e os dias em que não estejam previstas atividades regulares na unidade escolar.
III – no caso dos cursos semestrais a reposição poderá ser realizada inclusive no período de recesso do mês de julho.
IV – o docente, que se ausentou ao longo do período de 05/03 a 08/04, deverá manifestar formalmente, junto à respectiva(s) unidade(s) escolar(es), sua disposição em repor os dias e ou aulas em que não trabalhou.
V – Poderão ser elaborados, para os servidores que acompanharão as atividades de reposição de aulas dos docentes, Planos Individuais de Reposição de horas não trabalhadas no período de 5/3 a 8/4/2010.
VI – Os Planos de Reposição de horas não trabalhadas devem ser apreciadas pelo Superior imediato e submetidos à Diretoria de Ensino para posicionamento do Supervisor de Ensino e homologação pelo Dirigente Regional de Ensino e devem se restringir, exclusivamente, ao exercício das atividades/ atribuições correspondentes aos respectivos cargos/funções ou postos de trabalho.
VII – As unidades escolares, por meio do Conselho de Escola, deverão notificar, alunos e pais sobre a reposição de dias letivos e/ou de aulas, e afixar, em local visível, as datas e horários estabelecidos nos respectivos Planos de Reposição.
VIII – Caberá às Diretorias de Ensino analisar e homologar os Planos de Reposição encaminhados pelas respectivas unidades escolares, avaliando-os em sua pertinência e viabilidade e acompanharem o cumprimento das atividades neles propostas.
IX - As Coordenadorias de Ensino receberão das Diretorias de Ensino o consolidado dos Planos de Reposição e acompanharão seu efetivo cumprimento.
X – a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas e as Coordenadoras de Ensino orientarão as Diretorias de Ensino no que se fizer necessário ao cumprimento das reposições, em especial, quando o processo de reposição não puder se viabilizar nos termos do contido na presente instrução.
XI – o Departamento de Recursos Humanos orientará as Diretorias de Ensino quanto aos procedimentos para pagamento das reposições efetuadas, cabendo às Coordenadorias de Ensino, ouvida, quando necessário, a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas,decidir sobre eventuais Planos de Reposição de dias e ou aulas que, não tenham sido homologados pelas Diretorias de Ensino.
Veja a pág. 23 na integra:
Reposição de Aulas Greve - Instrução Conjunta Cenp/Cogsp/CEI/DRHU, 26.04.2010

O Governo mente descaradamente sobre educação na TV

Imagem: Google


Quem assiste as propagandas de TV do governo de São Paulo tem a impressão de que as escolas estaduais são um paraíso. Quem vive a realidade sabe que as condições são as mais precárias. Falta de condições de trabalho, jornadas estafantes, salas superlotadas, falta de materiais, etc. Esse quadro é visto por professores, alunos e comunidade. Bas­ta entrar numa escola estadual que logo percebemos que o governo está mentindo.
Então, qual e esse sistema de propaganda, tão eficiente que consegue convencer gregos e troianos de que há dois professores por sala de aula, materiais pedagógicos e de informática e valorização dos professores com salários de até 7 mil reais? O mais grave é que alguns professores ainda acreditam nisso!
Como conceber que a escola pública está melhorando quando um pai recebe em casa seu filho do último ano do ensino fundamental sem saber ler ou fazer operações bá­sicas de matemática?
Todos sabemos que há maquiagem nos dados do gover­no. Todos vemos as mentiras estampadas na TV todos os dias. Então será que o marqueteiro do Serra é tão eficiente como Goebbels(ministro da propaganda nazista), que dizia que uma mentira repetida à exaustão torna-se verdade?
A Oposição Alternativa tem a opinião de que o governo está disputando a consciência dos trabalhadores e da co­munidade escolar com o apoio da mídia e a propaganda enganosa. É importante, durante todo o ano, e não somen­te nos momentos de greve, o debate com a comunidade escolar sobre os problemas da escola pública. As reuniões de pais, por exemplo, não devem servir apenas para comu­nicar resultados de provas. Nelas devem ser pautados os problemas da escola, do sistema de ensino, e os verdadei­ros culpados por eles.
Para termos apoio da comunidade escolar é preciso de­nunciar o governo. Façamos a nossa parte.
Fonte: Informativo Oposição Alternativa APEOESP Abril/Maio - 2010.

Greve: Era possível derrotar o governo

Diante de tantos ataques à nossa categoria e do ódio da maioria dos professores ao governo estadual, havia condições de fazermos uma greve forte em todo o estado e começar a derrotar esta política anti-educacional perpetrada por Serra/Paulo Renato e respaldada pelas medidas idênticas adotadas pelo governo federal Lula/Haddad contra os professores e a escola pública.
A pergunta que fica é porque não foi assim?
Nossa greve desde o início, apesar da disposição de luta de boa parcela da categoria, expressa nas ações de rua com muitos milhares de professores, principalmente na Paulista, foi parcial na Grande São Paulo e não atingiu todas as regiões do interior. Primeiramente porque, apesar de ter sido votada no final de 2009 na Conferência Educacional, não houve uma política de preparação da greve pela direção majoritária – arsind/artnova/CUT e CTB – que limitou-se aos anúncios formais pela imprensa, o que não ajudou a superar as desigualdades na categoria; um setor importante tinha receio de entrar em greve e acabou não entrando por achar que o governo era mais forte que o nosso movimento.
O segundo elemento foi a política deliberada de não denunciar o governo Lula/Haddad e sua política educacional – idêntica ou igual a de Serra/Paulo Renato – e fazer uma greve, na prática, apenas para desgastar e denunciar o governo estadual do PSDB. Para que fique claro; não somos contrários a denúncia e desgaste de um governo que há dezesseis anos destroi a escola pública no estado, mas não denunciar o governo federal abriu espaço para que a mídia tucana no estado e o próprio governo fizessem uma campanha contra nossa greve taxando-a como eleitoral, o que aumentou os temores dos setores de não aderiram ao movimento num primeiro momento e ficaram de fora da greve.
Por último, e não menos importante, o dever de uma direção sindical é dizer a verdade a categoria, os professores tiveram dois inimigos na greve: os governos Lula/Haddad e Serra/Paulo Renato e suas políticas educacionais. O governo federal respaldou e fortaleceu a truculência do governo estadual ao adotar as mesmas medidas contra os professores e o funcionalismo – e a direção majoritária, por ser vinculada à ele, escondeu isso da categoria.
O grande desafio para os professores e todos os trabalhadores brasileiros, no próximo período, para levarem adiante suas lutas rumo à vitória é construir uma direção independente de governos e pa patrões, comprometida com as nossas reivindicações; um passo importante nesse sentido é o Conclat – Congresso de Trabalhadores para unificar Conlutas e Intersindical - construindo assim uma central de trabalhadores e movimentos populares para unificar nossas lutas e levá-las à vitória.
Fonte: Informatico Oposição Alternativa APEOESP Abril/Maio - 2010.